terça-feira, 5 de julho de 2016

Poesia

Acordei! Manhã nublada e fria!
Minha mente estava vazia,
Uma dor apertava meu peito,
Foi então que me veio
A vontade de escrever poesia!
A chuva fina caia, no quintal,
A rolinha gemia,
O beija flor visitava todas as plantas floridas.
E de cores foi enchendo
O nascer de um novo dia!
E foi assim que escrevi,
Nas folhas úmidas de orvalho,
Com as gotas de meu trabalho,
Esta bucólica poesia!
Luiz/02/07/2016

domingo, 5 de junho de 2016

Abra a porteira

Abra a porteira! Já passou a boiada!
Agora só falta o carreiro,
Portando a sua guiada!
Vem imponente, cheio de orgulho!
Tangendo a junta de bois que arrasta,
Com o choro do carro, sua carga pesada!
Passa-se o tempo, passa-se a vida,
Mas não passa mais nada,
Pois ele já se foi, junto com a sua guiada!
Agora só resta a saudade, só ouço
No fundo o som de suas passadas!
Luiz/05/06/2016

Flor que feriu

Ah! Esta dor que tenho no peito,
É como uma tocha acesa
 Que jamais se apagou!
Toda a luz que irradia dela
Queima, despedaça minha alma!

Disse-me uma cigana que outrora
A tocha era uma flor,
 Que perfumes exalavam
E aplacavam minha dor.

Mas um dia, por feri-la,
Foi-se embora a nossa flor
E no lugar dela a tocha é que restou.
E agora o meu peito feridas
É o que sobrou!


Luiz/05/06/2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Não faça de sua ternura, amargura!
Aperte os laços, deixe as tristezas,
Siga ao encalço da felicidade,
Não deixe  que a tristeza acabe
Com seu sorriso, sua liberdade!

Seja como uma estrela, derrame sua luz!
Levante a cabeça, espante a saudade.
Tire o capuz que ofusca sua luz!
Não chores,
Sorria, reflita seu brilho,
E grite ao mundo,
Eu sou feliz!


Luiz. 26/05/2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

E tudo continua...

Para onde vou?
Navegava em águas tranquilas, sol da manhã, sombra à tarde. Ouvia os pássaros, sentia o vento no rosto, amava a natureza. Não sabia que existia amanhã. Vivia meus belos momentos, feliz, alegre e sozinho. Deitado sobre a grama macia curtia as belezas naturais que a vida oferecia. Muitas vezes conversava com os cães, gatos, galinhas ou qualquer outro ser vivo que se encontrava em meu caminho. Chorava quando via um passarinho desesperado protegendo o seu ninho de um predador, ao mesmo tempo em que sofria ao saber que o predador tinha que se alimentar e por isto, só por isto, ele caçava.
Cresci, e pouco a pouco fui obrigado a sobreviver, veio à tempestade e atirado ao longe, um turbilhão de imagens se formou em minha mente. Desgarrado, solitário na vida, não tinha destino, vagava...
Foi-se o tempo, e só restaram as lembranças, não se ouvia mais os pássaros nem mesmo o ruído das águas na cachoeira... Agora só o barulho infernal das máquinas, os apitos estridentes dos trens, o alarido de pessoas, um vai e vem de frenéticos transeuntes e trabalhadores. Não sabia por que me encontrava entre eles. Veio à saudade, a tristeza, a angustia, perdido na noite, perdido no inferno de máquinas, ruas, casas, muita gente.
A noite chorava, ouvia gritos, blasfêmias, briga sirenes da polícia e das ambulâncias, estava no inferno.
Sentia-me, às vezes perdido, ouvindo, ao passar, uma música no rádio, ela me soava triste marcante. E eu me distanciava da realidade e chorava... Minhas lagrimas não eram notadas, nem eu, era um nada no meio do tudo. E apesar das escorregadas, dos tombos, eu continuava vivo.
Muitas batalhas vencidas, outras perdidas e partia como um soldado inocente que vai para a guerra, eu segui o meu rumo, ou sem rumo.
E os anos se foram, e a vida continuava monótona, sem sentidos.
Lá fora as máquinas, o progresso, estradas eram abertas e árvores, florestas inteiras derrubadas. Em nome do desenvolvimento vidas humanas, animais e árvores foram perdidos. Segue o ciclo e continua a barbárie, nascentes aterradas, prédios e pontes e a água que jorrava míngua, e todos estão cegos, não querem ver o que fazem...
Contínuo na busca, de que?Por quê?Para onde?Seguindo os caminhos, estradas, pontes, trilhas escadas e continuo sem saber para onde vou.
E os meus gritos se perdem na escuridão, no deserto, na tristeza e na saudade.
Luiz,
Ipatinga/02/12/2013

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

jamais te esqueceri

Passam-se as horas, passam-se os dias.
E apesar de tudo continuo te amando.
Chega à noite e em sonhos, te amo.
Aconchegante o teu corpo, quentes os teus lábios.

Inebriado de amor, sugo teu néctar,
De amor me embriago de êxtase com seus afagos.
Paixão, amor e sensualidade.
Sempre como a primeira vez, sempre apaixonado.

Tenho saudades, ao seu lado adormeço,
Deixo-me levar pelas ondas do mar
Sonho, e no sonho, eu te amo.
E no sonho sempre eu te amo!

E no sonho, sempre,
Eu te amo!
Eu te desejo,
Eu te quero!


Luiz/15/02/2016

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ainda tenho esperança

Ah! Os teus sorrisos tímidos,
Enlouquecem-me, desperta
Os meus desejos. acorda
Meus profundos sentimentos.
Já não suporto todo sofrimento,
Minha vida é só esperar
Que você volte para me alegrar.

Se tudo acabar, prefiro
Deixar que a correnteza
Araste-me e envolva
Meu corpo com as espumas do mar.

Mas, tenho a esperança
Que acordes um dia e venhas
Novamente me encontrar,
E na taça da vida, sutilmente me brinde
Com um cálice de amor!


Luiz 14/02/2016