segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O ultimo beijo

O último beijo
Senti, era o último beijo!
Pela janela entreaberta
Vi que suas lindas cores
Desbotavam sob o sol.
E ela veio de mansinho
Cheirou as flores,
Deu beijinho.
Colheu seu néctar e partiu.
Era a última vez, pois para a flor
A vida ali acabava.
E a borboleta voava distante
Em voos rasantes procurava
Outra flor para beijar!
Luiz/24/11/2016

sábado, 12 de novembro de 2016

Porque foges de mim?

Porque, porque foges?
Por acaso é por findar a primavera?
As flores secas já então sem néctar?
Acabou se a magia, o perfume e o encantamento?
Não me deixes, ainda tenho néctar perfume e beleza,
Resta-me um fio de vida e esperança,
Uma lembrança de teus beijos a sugar meu néctar.
Envelheci, mas ainda exalo algum perfume.
Tenho ainda um sopro de vida,
Tenho ainda esperança
De ser tocado novamente por teus lábios,
Abra suas asas e volte,
Ainda posso saciar a tua fome!
Luiz 03/10/2016

Que trazes pra mim?

Borboleta amarela
Pousada em minha janela,
Que trazes pra mim?
Trago o perfume das flores,
Da rosa e dos jasmins.
Trago lembranças e as lágrimas,
Trago a pureza da alma
E a leveza do amor.
E com a brisa matutina
Trago o perfume e o amor.
Dizendo-me estas palavras
A borboleta voou,
Batendo suas asinhas
Nas matas ela adentrou.
Deixando-me só a saudade
Daquela que me amou!


Luiz\12\11\2016

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Amando

Amando
Se quiseres ver como te amo
Estenda-me a mão, me empresta o coração.
E verás que cheio de amor, envolverei seu corpo.
E farei carinhos jamais imagináveis
Então deixarei a luz, deixarei a paz no seu caminho!
Luiz

Criança sonhos!

Criança que conversava com os passarinhos, seguia os caminhos das formigas cortadeiras,
Corria nos gramados naturais e escondia nas moitas de bananeira.
Seus monólogos com as plantas eram constantes,elogiava,brigava reclamava com elas de tudo, de todos. Sem ouvir resposta, era o que queria.
Dividia o amplo espaço dos terreiros com as galinhas, os patos os gatos e todos os animais,
Corria em torno da horta e do chiqueiro onde os porcos se banhavam no barreiro.
No espaço grande onde a noite remoíam os bois,brincava com o rodo fazendo caminhos e entre os montes de excrementos secos dos bois passava correndo,escrevendo palavras soltas ou versos como o caminho que seguia serpenteando por entre as encostas.
Seguido pelos cães seus amigos mais próximos continuava o monologo com eles pelo trajeto sentindo a coragem por eles estarem por perto.
Cresceu!Mudou-se, criou filhos e netos hoje tenta relembrar o passado, mas não consegue, os pássaros sumiram a modernidade impera não se deita mais no banco da varanda, porque não existe, não se entende mais com as plantas,não ouve as galinhas e os cães.Sente uma saudade imensa,cai na descrença se entristece e melancolicamente descobre que para ele o mundo não é mais o mesmo.
Tudo passado, tudo esquecido, nada mais girando sobre si, só lembrança, só tristezas.
Luiz Gonzaga 02/10/2014

Porque?

Porque deixaste que a luz que ilumina
As profundezas de tua alma
Se apagasse?
Seria por acaso a descrença no amor
Que por ti eu jurava?
Ou seria porque você já não mais me amava?
Deixai que pelas portas do infinito eu saia
De tua vida e siga por caminhos incertos e tortuosos
Chorando as magoas de um amor vencido
Chorando as alegrias que tenha perdido.
Partirei sozinho assim como vim ao mundo
Assim como vim ao mundo viverei sozinho.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Poesia

Acordei! Manhã nublada e fria!
Minha mente estava vazia,
Uma dor apertava meu peito,
Foi então que me veio
A vontade de escrever poesia!
A chuva fina caia, no quintal,
A rolinha gemia,
O beija flor visitava todas as plantas floridas.
E de cores foi enchendo
O nascer de um novo dia!
E foi assim que escrevi,
Nas folhas úmidas de orvalho,
Com as gotas de meu trabalho,
Esta bucólica poesia!
Luiz/02/07/2016