quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O canto

Eu ouço um canto
Um canto suave maravilhoso
O canto que ouço
É um canto ousado
Afinado e cantado
No alto das árvores
Que balançam seus galhos
No canto da varanda eu ouço o canto
E o canto me encanta
Espanta os males
Restaura a liberdade
De um pássaro que canta
E nos encanta com seu belo canto.
Enquanto ele canta
E eu ouço o seu canto
No ninho se encontra
A sua namorada
Que ouve o seu canto
Que embala os filhotes
Que crescem ouvindo

O seu belo canto.

Luiz/10/12/2015

sábado, 5 de dezembro de 2015

Olha! São tuas lágrimas que molham
O meu rosto, porque choras?
Caminhávamos por entre as flores do jardim,
Sem magoas, sem choro e vieram suas lágrimas!
O belo e romântico amor se foi! E agora?
Agora são suas lágrimas que rolam.
Agora nossos corações estão partidos e depois?
Depois a solidão. O amor? Findou!
Deixaste o amor partir, deixaste as lágrimas te consumir.
Agora o sofrimento de almas gêmeas, sem retorno,
Seguiremos por caminhos diferentes,
Levando a nossa sina, o nosso sofrimento.
Luiz 03/12/2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O primeiro beijo

Ainda na memoria, o primeiro beijo.
Um toque, o rosto corado, tímida.
De leve os lábios tocaram sua face!
O corpo trêmulo de arrepios encolhia.

De mãos dadas caminhando, passos leves.
Brisa fria soprava balançando os seus cabelos.
Braços fortes cingiam sua cintura,
Coração em disparada, primeiro encontro.

Na despedida aconteceu,
O primeiro beijo, nos teus lábios os meus.
Doce como um favo de mel, caído do céu.
No corpo o sereno... No sonho um véu.


Luiz 02/12/2015

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O choro da alma

   
O CHORO DA ALMA

São lágrimas que vertem dos olhos
São abismos existentes na alma
São espaços vazios que levam a solidão
São lembranças do passado distante.

E a solidão nos leva a loucura ao pesadelo
E o pesadelo ao choro da alma
E a alma nos retornam as lembranças
E estas ao choro, ao desabafo, ao desespero.

Por tanto, chore e lembre-se;
Que a vida é passageira
Que o passado não retorna
E que a vida segue em passos lentos...


Luiz 20/11/2015

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Uma vida

Solvemos juntos as primeiras gotas,
Do amor nascente e prematuro.
Crescemos percorrendo os caminhos
Retos e tortuosos, sempre solvendo,
 O doce néctar, do amor.

Pelos longos anos já vividos
Cheios de emoções e ilusões,
Chegamos intactos na maturidade.
Continuamos a colher o que plantamos.

Somos felizes, transpomos os dois,
Os obstáculos que por ventura
Encontramos pelos nossos caminhos.
E segue a vida regada por momentos de carinho.


Luiz/13/11/2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Quando te abracei, senti o teu corpo tremulo,
O primeiro beijo, um rubor em seu rosto,
Acanhada retraiu em meus braços.
Então senti o calor de teus abraços,
A avidez de teu beijo, desejo ardente.

Seus olhos brilharam de repente,
Caminhávamos lentamente
De braços dados sorrindo alegremente.
O amor, a paixão comandava os nossos sentimentos.
Nem o tempo, nem o tempo pra apagar estas lembranças.

O amor parece mesmo uma criança,
Mas envelhece um dia,
Deixa de ter a magia,
Apaga-se toda a doçura
E ficamos mesmo só na lembrança.


Luiz.

Pela vida

Voei tão auto, como um passarinho.
Sonhei acordado e me vi sorrindo
Gritei ao mundo que te amava.
Mas não adiantou, acabei sozinho!
Sem teus abraços, os teus carinhos,
Não sou ninguém, sou uma sombra,
Que se apaga. Todos os dias,
Na madrugada, fico acordado,
Pensando em ti, não adormeço.
Acho que a vida me esqueceu
Segui seus passos, segui seu cheiro,
Mas não sei por que se escondeu.
Porem não consigo nem por um minuto-te esquecer.
Luiz 10/11/2015

Navegando

Navegar nas nuvens, sonhar com você.
Foi como aprender a viver,
Momentos de êxtases, sorrisos,
Em tempos limitados.
Acordar no chão, realidade.
Mas a ilusão de perpetuas felicidades,
Em fim, nada é eterno, tudo passa,
Tudo termina, assim como a vida.
Deixemos então que a lembrança
Permaneça viva e eterna e que
Os raros momentos, jamais se apaguem!


Luiz/12/11/2015

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

seca

Nasci entre as montanhas
Em um leito coberto e sombreado
Pelas frondosas e gigantescas árvores.
Em meio às matas, fazendo voltas,
Eu serpenteava.
Nas pedras eu me espalhava
Formando cascatas eu avistava
Os campos verdes onde eu passava.
Nas águas límpidas eu abrigava
Várias espécies de animais.
Hoje lamento meu leito límpido
Já não existem.
Águas barrentas, nada de peixes, nem mesmo vida.
Nada de mata, nada de sombra.
Já não espalho nas lajes húmidas.
No fundo mesmo
Só os cascalhos
Das erosões

Luiz

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ea vida passa


E o tempo se esvai
A idade avança
Acaba a esperança
Mas o tempo jamais.
Na terra, já era,
Agora a esperança
De alguma mudança

Lá, junto do Pai.

A mais bela sereia

 O céu repleto de estrelas
E a lua prateada nas águas
Refletem as magoas
Chorosas, que a viola planteia.
Na areia, seu corpo repousa,
E a noite menina deixa
Que as nuvens projetem
As sombras que cobrem a nudez
Da bela sereia.

sábado, 3 de outubro de 2015

As flores têm seus espinhos
A vida os dissabores,
O homem, os seus amores.
A ferida dos espinhos,
O perfume destas flores.
Sofre o homem quando perde
O amor de seu amor
Morre a flor quando se arranca
As flores e os espinhos.
Perde o homem sua alegria
Quando deixa a emoção
Se alojar no cantinho,
no cantinho de seu coração.


Luiz 3/10/2016

domingo, 30 de agosto de 2015

Flores a raz~zo das borboletas











Encontro de amor

Um sorriso, um aceno.
Um coração a pulsar
Um gesto sereno
Um ser a mudar

Um corpo tremendo
Um começo no ar
Meu corpo querendo
Seu corpo abraçar.

A lua surgindo
Brilhando no ar
Eu estava dormindo
E o sol a brilhar.

Era o dia nascendo
Depois de passar
Seu corpo aquecendo
A luz do luar!

Luiz/30/08/2015


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O verde e a vida

O verde e a vida
No campo ou na cidade
O que vale é a liberdade
De poder apreciar,
Os verdes campos e o mar.
A minha felicidade
É poder participar
Defendendo o meio ambiente
Não importa o lugar.
Venha meu amigo,
Venham também trabalhar
Em favor a nossa vida
Vamos a floresta salvar.
De que vale ter dinheiro
Carro bom para passear
Se não tivermos mais verde
Como vamos respira?
Luiz

Mãe natureza



Não sei por que, mas hoje sentei na varanda
E fiquei observando as borboletas, os pássaros,
As folhas das árvores a balançar. Quase chorei.
Senti o quanto somos dependentes da natureza
E o pouco valor que damos a ela, por ganancia,
Ou simplesmente por ignorância!

Luiz Agosto
2015

Quando ela se foi

Um a dor, um aperto no peito,
um acerto de contas,
Um coração que desencanta,
uma ardência nos olhos,
Uma esperança que acaba.
Lágrimas teimosas.
Um lenço molhado, um fim detectado,
Um golpe do destino, um ser deprimido,
Um desespero que bate,
Uma leve lembrança
Acabou a esperança
E a vida lamentavelmente se vai...
Luiz/21/08/2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

E na escuridão eu via apenas uma sombra
Do seu corpo nu que se mexia, não se

 Ouvia sequer os seus gemidos, só o barulho
Dos passos apressados de quem passava pela rua.

Enganaste-me, jurava a toda hora
 que jamais me esqueceria.
Deixaste-me na esperança que um dia,
Juntos enfrentássemos os obstáculos,
E que caminharíamos, os dois por toda a vida.

Por fim surpreso eu fiquei quando no
Primeiro impasse você desistiria.
E então só me restou seguir em frente
Só sem a sua companhia!


Luiz/2705/2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Espaço vazio

Não sei mais o que escrever
A minha musa inspiradora
Que fez de mim o seu escravo
Por entre os campos verdes
Distanciou-se, mudou de ares,
Mudou de vida se esqueceu
Dos belos momentos que
Comigo ela viveu.
A vida segue e aquele espaço
Que ela um dia preencheu
Está vazio.
E esperando
Que ela volte um dia
Para os braços meus.


Luiz

quarta-feira, 15 de abril de 2015

a lua espiava

A lua sorrindo banhava teu corpo
E o vento com seus dedos longos
De leve acaricia cobrindo os seios nus
com um sopro suave .
E os lábios carnudos sem cor já estavam
pois em frenéticos beijos você se encontrava.
Os raios de lua,
As carícias do vento,
A sabor de teus beijos,
O sereno da noite,
Os suspiros e os ais
Sob a sombra da noite se misturavam.
Luiz

Momento real

É chegado o dia, esquecer é preciso.
Vamos deixar o passado, viver o momento.
De sonhos não se vive, de amor e carinho precisamos.
Por que sonhar e deixar de viver?

Foi bom, eu amava, eu era, apague tudo isto,
E diga, eu amo, eu sou feliz.
Reescreva sua história.
Sei que o tempo não retorna, só avança.

Sou o que sou cabelos brancos e raros,
Experiência, muita, felicidades também.
Levo a vida como o mar conduz o barco.
Sereno, tranquilo, descanso em teus braços,

Os abraços que te levam a mim.
Os tempos se foram só estamos nós dois
Felizes vivendo, sem medos do fim.
Sorrindo, cantando felizes assim.


Luiz,15/04/2015

sábado, 21 de março de 2015

Tudo é iluzão

Simplesmente bela, olhar triste.
O pensamento vagueia pelo tempo 
Busca insana por alguém
Reflita vendo passar o tempo
Sei que um dia encontrarás
Deixe que as lágrimas molhem seu rosto
O choro alivia o sofrimento da alma.
O olhar busca e encontra
No mais, tudo é ilusão!


Luiz/março/2015

Ela se foi

Foi como uma noite de festa,
Dançamos
Lentos passos, rosto colado,
Palavras ditas baixinho,
Murmurava.
Suave a musica tocava.
Tremia
O corpo sentia o calor
Suspirava
A orquestra gemia
Até que o dia raiou
Acabou o teu cheiro,
Acabou o aconchego
Ela se foi
Nunca mais a orquestra tocou
O salão vazio ficou e a saudade,
A saudade foi somente o que
Restou.
Luiz/2015/março

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Procura-se

Ando a procura de uma nascente protegida
Ando a procura de um topo de morro preservado
Ando a procura de um brejal que não tenha sido violado
De tudo que tenho procurado, só vejo destruição,
Topos de morros pelados, nascentes secas e brejal rasgado.
Natureza morta, pisoteada pelo gado, montes formados por pastagens.
A natureza chora por justiça, vinga deixando em falta a chuva, aquecendo o sol,
Toda esta paisagem. Retorcidos os galhos e os capinzais declaram a todos a nossa realidade.

Luiz


domingo, 11 de janeiro de 2015

Amantes

Quantos amantes pelos teus braços passaram,
Em teu corpo abrigavam os vis amantes
Saciavam sua sede sugando teus esplêndidos seios
Vangloriavam de estarem aninhados em teus braços. 

Em teu belo corpo se esbaldavam colhendo
De teu néctar, teu perfume.
E entre gemidos, lastimando o tempo.
Num estertor de prazer se atiravam.

Triste por não ser o único
Aproveitava a ternura dos abraços
E de gozo enchia o meu ego
Alegre e sorrindo nos dois, só nos dois,
Em lágrimas de alegria desmanchávamos.


Luiz /11/01/2015